Chuveirão Ecológico 2ª parte (O início)

Veja aqui a primeira parte desta estória!
aula

O conselho que faltava
Na porta da Sá Pereira, encontrei com o Marcelo Moreira, pai do Nino, nosso Kihu, e comentei sobre o aquecedor. Marcelinho, também é ex-monitor do Rancho Santa Mônica, e foi dono do lendário acampamento Caeté, portanto sabe muito bem o que diz, e me soprou a dica que faltava:
– “Tinha que dar um jeito de fazer com as crianças, né. Isso muda vidas”.
Pronto, aquilo não saiu mais da minha cabeça…
Preparando o terreno
Comprei os canos e junções que íamos precisar, e organizei tudo em dois conjuntos.Íamos montar o aquecedor, ao longo das 2 temporadas de inverno. O Izael, nosso faz-tudo da roça, adiantou pintando a caixa d’água de preto. Depois instalou o novo cano de saída para a água quente, nos 3 pontos do nosso “chuveirão”. Cada chuveiro agora teria duas torneiras, uma fria e uma quente.
Luxo puro. Montei 3 fileiras do sistema, sem pintá-las ou colá-las, apenas para que as crianças entendessem o que seria feito. O aquecedor teria ao todo 14 fileiras, de 12 garrafas cada, totalizando 168 garrafas.
Mão na massa
No início da 1ª temporada, usando o modelo, dei uma explicação de como funcionaria o aquecedor (se desse certo!). Seria preciso: lixar, pintar, e depois montar. Muitos se empolgaram. Era hora de colocar a mão na massa!(fotos kihus pintando)
Os kihus pintaram os canos e as embalagens Tetra Pak® , ja cortadas em formato de foguete. Foram momentos bem divertidos de trabalho de equipe. Ao final do 4o dia, com a ajuda dos cinco kihus mais persistentes, montamos na maior alegria as estruturas. Zalmir e eu pusemos tudo no telhado, e ligamos aos canos. Será que daria certo? Só faltava um dia para o final da temporada,… e choveu! Então voltamos da temporada ainda sem saber…

montagem1

Não desista!
No início da segunda temporada, os Kihus já sabiam o que tinha rolado e receberam a missão de fazer a segunda metade do aquecedor. O sol voltou a brilhar! Pudemos fazer o teste, e… Não estava funcionando… Ainda! Primeiro, havia ficado ar dentro do sistema, impedindo a circulação da água por gravidade. Soprei daqui e dali com a ajuda de um pedaço de mangueira, e consegui expulsar o ar. A água quente saia, devagarinho, do cano que vinha do aquecedor.
No final do primeiro dia, todo de sol, fomos ao banho. Momentos de expectativa … Ligamos o chuveiro à espera da água quente, e nada… Mas a água estava quente na caixa, eu havia acabado de senti-la!
Subi lá de novo. Enfiei o braço todo dentro da água da caixa, e entendi. Para quem se lembra das aulas de ciências, a água quente tende a ficar por cima, por ocupar mais espaço. É justamente este o princípio que faz a água do aquecedor voltar para a caixa por gravidade. Só que o outro cano, por onde a água sai para os chuveiros, saía do fundo da caixa. Ou seja, estávamos acessando a água fria primeiro. Quando entendi isso, peguei um remo do bote, subi na escada, e movimentei a água de dentro da caixa. Lá de cima mesmo gritei para os kihus: “Experimentem agora!”
As crianças vibraram! A água tinha ficado morna e já estava agradado geral! Alegria! – kiiiiiiihuuuuu!
Continua