Chuveirão Ecológico 1ª parte (O protótipo)

O aquecedor solar de água, hoje instalado no chuveirão externo
da Kihu, foi construído com material reciclado durante as
temporadas Olímpicas de 2016, com a ajuda dos próprios kihus.

Conheça essa história:
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Ideia ideal!
Na temporada de Corpus Christi, em maio de 2016, esfriou para valer. Na pesquisa que sempre fazemos com os kihus no final das temporadas, pipocou a campanha: “#aguaquentenochuveirão”.
Então me lembrei de um modelo de aquecedor que já havia visto na internet, feito de garrafas pet e embalagem cartonadas (Tetra Pak®), essas de leite e suco de caixinha, e decidi estudar melhor.
Não demorei a descobrir que, curiosamente, o chuveirão era um lugar perfeito para se instalar um aquecedor solar!
A caixa d’água dali já se situava mais alta do que o telhado do varandão, onde ficaria o sistema. E o que é melhor: este telhado era voltado exatamente para o norte, condição para o melhor aproveitamento da luz do sol.
O que é o aquecedor solar?
O aquecedor solar é uma serpentina feita de tubos plásticos pintados de preto, que passa por dentro de um monte de garrafas pet transparentes, cortadas na base e encaixadas umas nas outras, formando canos verticais. Se este sistema estiver todo instalado abaixo do nível da caixa d’água, à medida que a água vai esquentando dentro dos tubos com a luz do sol, ela vai naturalmente voltando para a caixa, por gravidade.
Eureka!
Numa ida ao sítio com o Bê, o Fran, e o amigo Pedrinho, montamos um mini aquecedor teste, usando 4 garrafas apenas, ligado a um galão de 20 litros.

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Era um dia de sol, mas havia um vento frio e cortante que nos obrigava a ficar de casaco. Para a nossa surpresa, depois de 4 horas ao sol, a água estava pelando. “Funciona!” – pensei. E animei a traçar um plano para fazer o aquecedor solar para as temporadas de inverno.
Lixo #sóquenão
O Marcos, funcionário da limpeza do condomínio em que moramos, um destes anjos que aparecem em nosso caminho,
sabendo do nosso plano, começou a juntar as pets de 1,5 e de 2,0 litros de coca-cola, e as caixinhas de suco e de leite, consumidas pelos moradores. Todo esse lixo foi precioso para o projeto virar realidade.
Aos poucos ia levando as embalagens e garrafas para a Kihu e cortando, uma a uma, com estilete, sozinho, ao longo de várias tardes na companhia da Feia e do Petisco.

Continua…